Totalmente filmado do celular (Nokia N95 8GB) e editado com iMovies.
Por hora, no YouTube Vimeo. BBC, me aguarde!
07/06/2009 • 7:46 pm 2
31/05/2009 • 10:25 am 0
Esse é o tema da palestra que Lokman Tsui ministrará no Centro Berkmen nessa terça, 2 de junho de 2009. Haverá um webcast ao vivo no dia, às 12h30 ET (*acho* que é 16h30 horário de Brasília). É grátis, e será em inglês. Eis a apresentação da palestra:
Este projeto pretende nos ajudar a compreender as culturas, práticas e pessoas de um novo tipo de ambiente de produção de notíciaa: o Global Voices, um projeto internacional que congrega e traduz blogs e informações da mídia cidadã de todo o mundo, a fim de, “agregar, selecionar e amplificar a conversação global online – iluminando locais e pessoal que outras mídias geralmente ignoram”.
Tomando o Global Voices como um modelo, defendo que devemos ultrapassar a objetividade em direção à “hospitalidade” para alcançar o potencial do jornalismo em uma rede mundial. Roger Silverstone define hospitalidade como a “obrigação ética de ouvir”. De fato, em um mundo onde a Internet torna muito mais fácil para que todos falem, o Global Voices nos pergunta: “O mundo está falando. Você está ouvindo?”. O que está em jogo, em última instância, é talvez melhor descrito por Silverstone, que afirma que “apenas através do atendimento às realidades da comunicação global, mas também, e ainda mais, às suas possibilidades, que seremos capazes de reverter o que caso contrário será uma espiral descendente no sentido de incompreensão e desumanidade global cada vez maiores. “
O Global Voices nos mostra que prestaríamos um desserviço se limitássemos a nossa imaginação para o tipo ideal de jornalismo de uma era passada. Sem expandir a nossa imaginação, não podemos ter a esperança de perceber como a internet pode melhorar os limites da relação entre jornalismo e democracia. Na verdade, o professor de comunicação James Carey nos ajudou a compreender que “o significado de democracia muda ao longo do tempo porque as formas de comunicação através das quais conduzimos políticas mudam”.
Lokman também bloga sobre o assunto aqui. Leia um pouco mais sobre Roger Silverstone no Observatório de Imprensa.
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29/05/2009 • 10:23 pm 1
Eis o storyboard do futuro documentário, que espero terminar de filmar amanhã, apesar de pequenas pendências burocráticas! Seu Pedro, faz favor de não mandar chuva!
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28/05/2009 • 10:43 pm 1
Definida a sinopse, é hora de colocar o roteiro do documentário no papel. Ele servirá para orientar a equipe (eu comigo mesma) durante a captação de imagens e entrevistas, e quanto mais detalhado, mais chances de sair como planejado. São cinco os ingredientes básicos que deverei ter em mente antes de sair com a câmera na mão e muitas idéias na cabeça. Embora tenho colocado ilustrações, ainda não é minha storyboard, assunto para um próximo post:
a) Definir a seqüência dos principais blocos de informações
b) Definir os conteúdos informativos que serão desenvolvidos
c) Definir a duração de cada conteúdo informativo
d) Definir o desenvolvimento da narrativa para locução, nomes de entrevistados e tema principal das entrevistas
e) Definir um cronograma de execução do roteiro
1) 00:00
IMAGENS da câmara em travelling pelas barracas de Borough Marketing. Tentar não mostrar pessoas, apenas produtos. Escolher uma sequência que possa ser filmada em um take (barracas da área mais próxima da catedral?). MÚSICA de background: Alguma canção do folclore inglês, como Morris Dancing, a exemplo de Tony Hall Morris Dance/Queen’s Delight Morris Dance. Câmera pára no barraqueiro gritando “3 for 1 pound” Fade. Nome do documentário: O Mercado de Borough. Fade.
2) 00:20
Fade da música de background. Imagens em close dos produtos mais exóticos e exuberantes que o mercado oferece. OFF a depender das imagens captadas, explicando o que eles são (frutas e verduras sazonais, carnes convencionais e de caça, mas também queijos, pães, bolos. Destacar os produtos mais exóticos aos olhos do público brasileiro. Produtos sazonais: a primavera inglesa é época de aspargos, por exemplo. Pergunta: o que mais faz desse mercado de Londres uma feira tão popular?
3) 00:40
OFF apresentação do 1º personagem, áudio coberto com imagens dele trabalhando na venda de azeitonas: “Rodrigo trabalha no mercado desde que chegou em Londres, vindo do Rio de Janeiro, e explica o que Borough Market tem de especial”. SONORA com ele explicando o que Borough Market (foco em produtos orgânicos, livres de agrotóxicos, carne de animais criados fora de cativeiro e sem hormônios, portanto as perguntas devem ser direcionadas para essa área).
4) 01:20
Câmara aberta do mercado pela primeira vez. IMAGENS mostram como o local é super lotado de gente. OFF: “O mercado desfruta de grande popularidade não apenas entre os moradores locais, mas também entre turistas. Além de servir como local de compras para quem tem um interesse especial na qualidade dos alimentos, muitas pessoas vão à feira para passear, tirar retrato, almoçar e atrapalhar quem está querendo fazer compras”. SONORA: Entrevista com algum turista, de preferência brasileiro, dizendo o que achou da feira, o que mais gostou ou chamou a atenção, achou diferente, em especial, se recomenda ou não etc. Parte da sonora será coberta com imagens da pessoa passeando pela feira.
5) 02:00
IMAGENS de fotos antigas em preto e branco da sala de espera do barbeiro. OFF: “Uma das mais antigas feiras de Londres é hoje também a mais popular, mas nem sempre foi assim. Na década de 80, o mercado funcionava apenas para vendas a atacado e enfrentava o abandono. No fim dos anos noventa, Borough Market passou um programa de revitalização e a idéia de fazer dele uma feira livre com produtos de alta qualidade foi a chave do sucesso. Dez anos depois, é hora de mais mudanças”.
6) 02:30
IMAGENS de portas fechadas, avisos de “mudou-se”, “em obras”, de trabalhadores, cartazes explicando as mudanças. IMAGENS do trem passando no viaduto que corta o mercado, som ambiente. IMAGENS dos mapas do planejamento (a serem impressos em A3). OFF: “Devido a uma expansão da rede ferroviária que deve aumentar a quantidade de trens passando pela estação de London Bridge, os viadutos que cortam o mercado deverão ser duplicados. Para dar espaço a essa amplicação, muitas lojas fecharam as portas e vários prédios históricos da área de conservação de Borough perderão parte da fachada, enquanto outros serão demolidos por completo”. IMAGENS desses prédios.
7) 03:00
PASSAGEM/Em London Bridge, com o viaduto visível ao fundo: “O viaduto foi construído em 1866 passando por cima do mercado de Borough justamente para não impedir o funcionamento dele, que ocupa o mesmo espaço há 250 anos. A feira data no entanto do ano de 1.014, quando ocupava essa ponte, London Bridge, a primeira a ligar os dois lados do Rio Tâmisa. A cidade de Londres ficava na parte norte do Rio, e pequenos vilarejos começavam a se formar ao sul, sempre abastecidos pelos comerciantes da feira de Borough”.
7) 03:20
IMAGENS “aéreas” de dentro do ônibus atravessando a ponte, do ponto da passagem até a entrada do mercado (na edição, dar um fast forward). MÚSICA de background (a mesma da abertura). OFF: Borough Market dessa vez mudará de cara, mas não de lugar nem tampouco de astral. Ou pelo menos, isso é o que esperam todos: trabalhadores, visitantes e fregueses da feira livre mais antiga e mais bonita desse lado do Tâmisa. SONORAS com representantes de cada uma dessas categorias.
7) 04:30
Sobe créditos, com as melhores imagens. MÚSICA.
Imagens especiais:
Cronograma de execução
Segunda, 25 de maio: Solicitação de autorização para filmagens em Borough Market
Quinta-feira, 28 de maio: Visita ao mercado para produção. Poucas lojas/barracas devem estar abertas, mas vou tentar localizar brasileiros que trabalham lá e marcar entrevista; primeira tentativa de gravação da passagem.
Sexta-feira, 29 de maio: primeiras filmagens: entrevistas; imagens das lojas que já fecharam as portas; entrada do mercado; trem passando. imagens em close-ups, aproveitando que muitas vendas já estarão abertas mas não será tão movimentado quanto no sábado; segunda tentativa de gravação da passagem.
Sábado, 30 de maio: Mais imagens, principalmente de movimento de turistas, fregueses, filas, correria dos feirantes; entrevistas com visitantes; terceira e última tentativa de gravação da passagem.
Domingo: 01 de junho – edição e pós-produção!
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• 8:35 pm 0
Comcei a produção do documentário hoje, com a ajuda de Thiana Biondo que será minha assistente de produção. Marquei entrevista com Rodrigo, o rapaz das azeitonas, para amanhã – “demorô” – disse, com todo um sotaque carioca. Ele vai me apresentar a vários outros brasileiros, que sempre se reúnem no final do expediente para aquela cervejinha.
Coisas a não esquecer amanhã:
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26/05/2009 • 11:54 pm 0
Estou montando o meu primeiro roteiro *ever* e depois de passar horas com um post em branco senti a necessidade de desencalhar meu vocabulário aprendido na época em que atuava como produtora de TV para me expressar melhor. Decidi então mergulhar no mundo do jargão do cinema e encontrei um site muito bacana, uma espécie de casa do roteirista com vários manuais online, dentre os quais o Vocabulário do Roteirista de Jorge Machado, onde aprendi os seguintes termos que me serão úteis:
ÂNGULO ALTO – Enquadramento da imagem com a câmara focalizando a pessoa ou o objeto de cima para baixo.
ÂNGULO BAIXO – Enquadramento da imagem com a câmara focalizando a pessoa ou o objeto de baixo para cima.
ÂNGULO PLANO – Ângulo que apresenta as pessoas ou objetos filmados num plano horizontal em relação à posição.
“FADE IN” – O surgir da imagem a partir de uma tela escura ou clara, que gradualmente atinge a sua intensidade normal de luz..
“FADE OUT” – Escurecimento ou clareamento gradual da imagem partindo da sua intensidade normal de luz.
PANORÂMICA – (pan) Câmara que se move de um lado para outro, dando uma visão geral do ambiente, mostrando-o ou sondando-o.
PLANO AMERICANO – Plano que enquadra a figura humana da altura dos joelhos para cima.
PLANO DE CONJUNTO – Plano um pouco mais fechado do que o plano geral.
PLANO DE DETALHE – Mostra apenas um detalhe, como, por exemplo, os olhos do ator, dominando praticamente todo o quadro.
PLANO GERAL – Plano que mostra uma área de ação relativamente ampla.
PLANO MÉDIO – Plano que mostra uma pessoa enquadrada da cintura para cima.
PLANO PRÓXIMO – Enquadramento da figura humana da metade do tórax para cima.
“TRAVELLING” – Câmara em movimento na dolly acompanhando, por exemplo, o andar dos atores, na mesma velocidade. Também, qualquer deslocamento horizontal da câmara.
“ZOOM” – Efeito óptico de aproximação ou distanciamento repentino de personagens e detalhes. Serve para dramatizar ou esclarecer lances do roteiro.
ZOOM-IN – Aumento na distância focal da lente da câmara durante uma tomada, o que dá ao espectador a impressão de aproximação do elemento que está sendo filmado.
ZOOM-OUT – Diminuição da distância focal da lente durante uma tomada, o que dá ao espectador a impressão de que está se afastando do elemento que está sendo filmado.
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25/05/2009 • 9:38 pm 1
Sinopse
No mesmo local no bairro de Southwark há 250 anos mas tendo se mudado muitas vezes nas redondezas de London Bridge, Borough Market é uma das feiras-livres mais antigas e mais importantes de Londres, tendo começado possivelmente no ano 1014. Especializada em alimentos orgânicos e carne “free range” – ou seja, de animais criados livres e fora de gaiolas – trata-se do mercado preferido dos chefs-celebridades de Londres.
O documentário principal explorará o mercado num dia de sábado, mostrando sua exuberância em termos de produtos e arquitetura no estilo Art Deco. Também será abordado a forma como hoje ele se divide entre os papeis de centro de abastecimento e atração turística, visitada por milhares de pessoas por semana. Como parte produção prévia, procuraremos brasileiros que trabalhem lá para explicar o que faz de Borough Market uma feira-livre especial. No dia das filmagens, tentaremos encontrar turistas que falem português para dizer o que acharam da visita.
O contexto é a véspera de mais uma mudança: esse pode vir a ser o último documentário antes do início da polêmica reforma forçada pela expansão da rede ferroviária que deve demolir pelo menos prédios da parte mais histórica do mercado, a área de conservação de Borough High Street. Várias lojas já começaram fechar as portas ou a se mudar para o outro lado da feira. Veja mais detalhes no site da campanha Save Borough Market.
Arquivado como:video
• 7:36 pm 1
Posso também fazer meu vídeo sobre o Borough Market, mercado que eu adoro. É pertinho daqui de casa e o conheço bem, também sei onde encontrar o pessoal brasileiro que trabalha por lá, e não raro tem também turistas que falam português. Imagens de lá, com certeza são magníficas – a menos que chova! Eis um vídeo em inglês com um formato alternativo, de Timothy Smith – em vez de apenas off-imagem-sonoras.
• 3:14 pm 0
O grupo de dança mineiro Balé de Rua está em temporada no Barbican até o dia 31, e daqui segue para a Alemanha, em turnê internacional que só acaba em outubro. O grupo tem um histórico interessante, como pude ver na entrevista com Fernando Narduchi na revista anglo-brasileira JungleDrums.
Seria muito legal se eu conseguisse fazer meu documentário sobre isso, mas como o tempo é curto talvez não consiga articular entrevista com o grupo e autorização de filmagem do Barbican (um saco) antes do prazo.
Tentarei, de qualquer forma, e pelo menos um e-mail já enviei, espero a resposta até amanhã: perguntei no twitter se alguém tinha o contato e em cinco minutos bg_, de Uberlândia, me mandou o e-mail. Vou ver se consigo com a Jungle o telefone de contato.
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• 1:26 pm 0
O último exercício do curso de Jornalismo 2.0, que termina infelizmente já essa semana, é a produção de um documentário jornalístico em vídeo de até sete minutos. Ainda não decidi qual será a minha pauta, mas uma coisa é certa: vou filmar tudo do celular, que será o meu equipamento principal em minhas incursões jornalísticas daqui em diante. Comprei um tripezinho e uma lente de zoom de 6x (made in Hong Kong, mas funciona e é super baratinho) especiais para o Nokia N95 8GB, que é o meu aparelho. Acho que seria bom ter também um microfone externo (sem fio de preferência) e pelo menos uma bateria extra, memória *acho* que tenho o suficiente se apagar todos os vídeos que fiz no decorrer do último ano!
Vou fazer aqui meu checklist de tudo o que preciso fazer para não me perder:
1) Fazer uma sinopse (o quê, quando, como, porquê, quem e em que contexto). (pronta em 25/05)
2) Desenvolver um roteiro, especificando a seqüência dos blocos de informações, os conteúdos informativos, a duração de cada conteúdo informativo, o desenvolvimento da narrativa para locução, nomes de entrevistados e tema principal das entrevistas, e um cronograma de execução do roteiro (pronto em 28/05)
3) Desenvolver um storyboard do documentário de 8 a 10 quadros (preciso achar um software que ajude nisso, não sou muito boa em desenho) (pronto em 29/05)
4) Filmar, editar e publicar um vídeo (o que inclui aprender a fazer tudo isso!)
Tudo isso em uma semana e na folga da minha senzada de 9 às 6! Vou adiantar o que puder hoje, aproveitando que é feriado bancário aqui no Reino Unido, e quero terminar o dia com tema escolhido e pelo menos a parte 1 feita. Tenho várias idéias, mas meu problema é que quero ter entrevistas em português já que o curso é em português, e caso contrário terei mais trabalho legendando – e não terei tempo para tanto.
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