jornalismo de bolso

jornalismo móvel e colaborativo

Jornalismo de Bolso Produções apresenta: O Mercado de Borough

Totalmente filmado do celular (Nokia N95 8GB) e editado com iMovies.

Por hora, no YouTube Vimeo. BBC, me aguarde!

Arquivado em:J20_M09, mojo, video

Breve documentário sobre o Borough Market – parte 3

Definida a sinopse, é hora de colocar o roteiro do documentário no papel. Ele servirá para orientar a equipe (eu comigo mesma) durante a captação de imagens e entrevistas, e quanto mais detalhado, mais chances de sair como planejado. São cinco os ingredientes básicos que deverei ter em mente antes de sair com a câmera na mão e muitas idéias na cabeça. Embora tenho colocado ilustrações, ainda não é minha storyboard, assunto para um próximo post:

a) Definir a seqüência dos principais blocos de informações
b) Definir os conteúdos informativos que serão desenvolvidos
c) Definir a duração de cada conteúdo informativo
d) Definir o desenvolvimento da narrativa para locução, nomes de entrevistados e tema principal das entrevistas
e) Definir um cronograma de execução do roteiro

1) 00:00
IMAGENS da câmara em travelling pelas barracas de Borough Marketing. Tentar não mostrar pessoas, apenas produtos. Escolher uma sequência que possa ser filmada em um take (barracas da área mais próxima da catedral?). MÚSICA de background: Alguma canção do folclore inglês, como Morris Dancing, a exemplo de Tony Hall Morris Dance/Queen’s Delight Morris Dance. Câmera pára no barraqueiro gritando “3 for 1 pound” Fade. Nome do documentário: O Mercado de Borough. Fade.

Foto de heritage70

Foto de heritage70

2) 00:20
Fade da música de background. Imagens em close dos produtos mais exóticos e exuberantes que o mercado oferece. OFF a depender das imagens captadas, explicando o que eles são (frutas e verduras sazonais, carnes convencionais e de caça, mas também queijos, pães, bolos. Destacar os produtos mais exóticos aos olhos do público brasileiro. Produtos sazonais: a primavera inglesa é época de aspargos, por exemplo. Pergunta: o que mais faz desse mercado de Londres uma feira tão popular?

groselha branca, foto de kaszeta

groselha branca, foto de kaszeta

3) 00:40

OFF apresentação do 1º personagem, áudio coberto com imagens dele trabalhando na venda de azeitonas: “Rodrigo trabalha no mercado desde que chegou em Londres, vindo do Rio de Janeiro, e explica o que Borough Market tem de especial”. SONORA com ele explicando o que Borough Market (foco em produtos orgânicos, livres de agrotóxicos, carne de animais criados fora de cativeiro e sem hormônios, portanto as perguntas devem ser direcionadas para essa área).

4) 01:20

Câmara aberta do mercado pela primeira vez. IMAGENS mostram como o local é super lotado de gente. OFF: “O mercado desfruta de grande popularidade não apenas entre os moradores locais, mas também entre turistas. Além de servir como local de compras para quem tem um interesse especial na qualidade dos alimentos, muitas pessoas vão à feira para passear, tirar retrato, almoçar e atrapalhar quem está querendo fazer compras”. SONORA: Entrevista com algum turista, de preferência brasileiro, dizendo o que achou da feira, o que mais gostou ou chamou a atenção, achou diferente, em especial, se recomenda ou não etc. Parte da sonora será coberta com imagens da pessoa passeando pela feira.

5) 02:00

IMAGENS de fotos antigas em preto e branco da sala de espera do barbeiro. OFF: “Uma das mais antigas feiras de Londres é hoje também a mais popular, mas nem sempre foi assim. Na década de 80, o mercado funcionava apenas para vendas a atacado e enfrentava o abandono. No fim dos anos noventa, Borough Market passou um programa de revitalização e a idéia de fazer dele uma feira livre com produtos de alta qualidade foi a chave do sucesso. Dez anos depois, é hora de mais mudanças”.

Projeto de ampliação da rede ferroviária

Projeto de ampliação da rede ferroviária

6) 02:30

IMAGENS de portas fechadas, avisos de “mudou-se”, “em obras”, de trabalhadores, cartazes explicando as mudanças. IMAGENS do trem passando no viaduto que corta o mercado, som ambiente. IMAGENS dos mapas do planejamento (a serem impressos em A3). OFF: “Devido a uma expansão da rede ferroviária que deve aumentar a quantidade de trens passando pela estação de London Bridge, os viadutos que cortam o mercado deverão ser duplicados. Para dar espaço a essa amplicação, muitas lojas fecharam as portas e vários prédios históricos da área de conservação de Borough perderão parte da fachada, enquanto outros serão demolidos por completo”. IMAGENS desses prédios.

O pub Globe, em cena do filme Diário de Bridget Jones

O pub Globe, em cena do filme Diário de Bridget Jones, será um dos afetados e já está em obras

7) 03:00

PASSAGEM/Em London Bridge, com o viaduto visível ao fundo: “O viaduto foi construído em 1866 passando por cima do mercado de Borough justamente para não impedir o funcionamento dele, que ocupa o mesmo espaço há 250 anos. A feira data no entanto do ano de 1.014, quando ocupava essa ponte, London Bridge, a primeira a ligar os dois lados do Rio Tâmisa. A cidade de Londres ficava na parte norte do Rio, e pequenos vilarejos começavam a se formar ao sul, sempre abastecidos pelos comerciantes da feira de Borough”.

7) 03:20

IMAGENS “aéreas” de dentro do ônibus atravessando a ponte, do ponto da passagem até a entrada do mercado (na edição, dar um fast forward). MÚSICA de background (a mesma da abertura). OFF: Borough Market dessa vez mudará de cara, mas não de lugar nem tampouco de astral. Ou pelo menos, isso é o que esperam todos: trabalhadores, visitantes e fregueses da feira livre mais antiga e mais bonita desse lado do Tâmisa.  SONORAS com representantes de cada uma dessas categorias.

A salada é opcional, foto da usuária do flickr estherase

A salada é opcional, foto da usuária do flickr estherase

7) 04:30

Sobe créditos, com as melhores imagens. MÚSICA.

Imagens especiais:

  • Fotos antigas do mercado (ver na barbearia e perguntar ao gerente de Borough Market se ele tem mais no escritório)
  • Imagens dos prédios que serão demolidos
  • Aérea do mercado de uma das lojas que tenha segundo andar (ou do Roast Restaurant)
  • Aéreas de dentro do ônibus

Cronograma de execução

Segunda, 25 de maio: Solicitação de autorização para filmagens em Borough Market

Quinta-feira, 28 de maio: Visita ao mercado para produção. Poucas lojas/barracas devem estar abertas, mas vou tentar localizar brasileiros que trabalham lá e marcar entrevista; primeira tentativa de gravação da passagem.

Sexta-feira, 29 de maio: primeiras filmagens: entrevistas; imagens das lojas que já fecharam as portas; entrada do mercado; trem passando. imagens em close-ups, aproveitando que muitas vendas já estarão abertas mas não será tão movimentado quanto no sábado; segunda tentativa de gravação da passagem.

Sábado, 30 de maio: Mais imagens, principalmente de movimento de turistas, fregueses, filas, correria dos feirantes; entrevistas com visitantes; terceira e última tentativa de gravação da passagem.

Domingo: 01 de junho – edição e pós-produção!

Arquivado em:J20_M09

Breve documentário sobre o Borough Market – parte 2

Comcei a produção do documentário hoje, com a ajuda de Thiana Biondo que será minha assistente de produção. Marquei entrevista com Rodrigo, o rapaz das azeitonas, para amanhã – “demorô” – disse, com todo um sotaque carioca. Ele vai me apresentar a vários outros brasileiros, que sempre se reúnem no final do expediente para aquela cervejinha.

Coisas a não esquecer amanhã:

  • Levar o equipamento para o trabalho, já que darei um pulo lá no meu horário de almoço
  • Imprimir a carta do Knight Center que a Super Vanessa está organizando confirmando que sou estudante do curso e solicitando autorização para faze o vídeo. Sim, é feira livre, mas welcome às formalidades inglesas. (nota mental: não esquecer de anotar o telefone do gerente)
  • Antes de sair do escritório imprimir os mapas da restauração para filmá-los (abaixo), aproveitando que lá tenho acesso a impressora A3.
  • E, claro, escanear e publicar meu storyline de homens palitos!
Plano de amplicação da rede ferroviária

Plano de amplicação da rede ferroviária

Arquivado em:J20_M09

borough market

Posso também fazer meu vídeo sobre o Borough Market, mercado que eu adoro. É pertinho daqui de casa e o conheço bem, também sei onde encontrar o pessoal brasileiro que trabalha por lá, e não raro tem também turistas que falam português. Imagens de lá, com certeza são magníficas – a menos que chova! Eis um vídeo em inglês com um formato alternativo, de Timothy Smith – em vez de apenas off-imagem-sonoras.

Arquivado em:J20_M09, video

A arte da interação

Exposição interativa volta a Londres depois de quase 40 anos da estréia e desperta o mesmo interesse e entusiasmo na população

Exposição Bodymotionspacesthings na Turbine Hall do Tate, vista do alto. Foto: Paula Góes.

Exposição Bodymotionspacesthings na Turbine Hall do Tate, vista do alto. Foto: Paula Góes.

O matemático Luis Solorzano parecia um garotinho correndo para o parque de diversões ao sair do trabalho na noite da última sexta-feira. A caminho do Tate Modern, o museu de arte moderna de Londres, seus olhos brilhavam de entusiasmo: “quero subir naquela roda”, disse ele, “espero que eles deixem”. A roda a que ele se refere é uma das peças da histórica Bodymotionspacesthings (corpomoçãoespaçocoisas em tradução livre), uma instalação do artista americano Robert Morris que volta a ser exibida na Inglaterra quase 40 anos após sua estréia mundial em Londres.

Luis não teve permissão para subir na roda, mas achou uma parede para escalar. Foto: Paula Góes

Luis não teve permissão para subir na roda, mas achou uma parede para escalar. Foto: Paula Góes

A instalação montada na Turbine Hall do Tate é um convite aos visitantes a interagirem fisicamente com uma série de esculturas e elementos arquitetônicos. Em vez de apenas apreciar as obras de arte com os olhos, como de costume, o público só pode experienciar essa exposição em sua totalidade se perder e encontrar o próprio equilíbrio, arrastando-se, rolando e, principalmente, perdendo toda a inibição e voltando a ser criança. A tradutora Maria-Venetia Kyritsi destaca, em especial, a possibilidade de interagir com desconhecidos: “eu gosto de interagir com pessoas que não conheço, e esse tipo de exposição permite que a gente perca a vergonha de se aproximar de estranhos”.

“É uma oportunidade das pessoas se envolverem com o trabalho, tomando consciência de seus corpos, gravidade, esforços, fadiga, de seus corpos sob condições diferentes”, diz Roberto Morris, que é participante dos movimentos artísticos minimalista e land art, no folheto de apresentação da exposição. Ele explica que a idéia é fazer com que as pessoas tomem mais consciência delas mesmas e da própria experiência em relação à obra de arte.

Pedaço da história do Tate

Instalações interativas como essas não são nenhuma novidade no século XXI, mas há quarenta anos a mesma exposição causou grande frisson na capital inglesa. Montada pela primeira vez no Tate Gallery em 1971, a exposição atraiu grande atenção do público e da imprensa: era a primeira vez na história da arte mundial que uma galeria solicitava tamanha interação entre obra de arte e público.

Bodymotionspacesthings foi ainda, possivelmente, a exposição com a mais curta temporada d0s 122 anos de história do Tate. A versão anos 70 dela teve seu encerramento antecipado apenas quatro dias após a abertura, devido ao “comportamento exuberante e hiperexcitado de alguns membros da audiência”. Nos quatro dias em que esteve aberta ao público, 60 pessoas tiveram escoriações leves.

A versão 2009 é uma réplica da exposição original, atualizada de acordo com os padrões atuais de segurança, e a audiência – ou melhor, os participantes – são supervisionados durante toda a jornada de volta à infância. E, para a tristeza de Luis e decepção de Venetia, não é permitido escalar na roda nem pendurar-se na corda, por mais tentador que seja.

O feriadão

Uma vez por ano o Tate Modern aproveita o feriado bancário de início de primavera para fazer um festival artístico e cultural gratuito, o The Long Weekend. Na programação da edição de 2009, batizada de Do it Yourself – ou Faça Você Mesmo – constam ainda outras recriações famosas do movimento artístico italiano Arte Povera em filmes, performances musicais e teatrais ao longo do fim de semana até a segunda-feira, feriado bancário. A entrada é franca. Acesse a programação completa ou veja mais fotos tiradas para essa “repostagem”.

Um vídeo do TateShots, com música de Dom Mino (Schole Records, Japão) com direção de Lorrin Braddick e produção de Jared Schiller.


Arquivado em:eventos, J20_M09, , , ,

Denúncias de corrupção derrubam presidente do parlamento inglês

Sem dúvidas, o assunto da semana no Reino Unido – que tomou espaço em todos os tablóides, jornais, esquinas e na internet, principalmente em blogs – foi a renúncia do presidente do parlamento, Michael Martin. Essa foi a primeira vez desde 1695 – ou seja, em mais de 300 anos – que algo do tipo acontece. Michael Martin anunciou que deixará o cargo que ocupa na Câmara Baixa do Parlamento Britânico há nove anos na terça-feira, em um discurso de apenas trinta segundos; a tradução (minha) do que ele disse coube em duas linhas:

“Para que a unidade da casa possa ser mantida, decidi que renunciarei ao cargo de presidente no domingo 21 de junho”.

A eleição para o sucessor deve ocorrer já no dia seguinte. Michael Martin foi colocado na berlinda por conta de vários escândalos de corrupção que vieram à tona nas últimas semanas, a maior parte relacionada ao mal uso do dinheiro público. Houve o caso da deputada que teve despesas de filmes pornô alugados pelo marido pagas pela câmara. Teve deputado pedindo reembolso pela limpeza da fossa de sua casa de campo. Outro que plantou não sei quantas árvores na fazenda particular. Enfim, o parlamento britânico está literalmente no fundo do poço e o Reino Unido está em estado de choque. Michael Martin, entretanto, não está sendo acusado de ter cometido um abuso pessoalmente, mas por ter permitido que dinheiro público fosse usado para sustentar o luxo dos parlamentares.

E eu que pensava que mal comportamento envolvendo dinheiro público, como a recente farra das passagens aéreas, fosse exclusividade do Brasil.

Via e-mail do blog jornalismo de bolso

Corrupção No Parlamento Inglês por Paula Góes
Baixe agora ou ouça no posterous

corrupcao.mp3 (1180 KB)

Arquivado em:J20_M09, podcast

Editando fotos digitais, da maneira digital

Fotografia digital é uma de minhas paixões, e esse exercício de publicação de fotos em weblog não me trouxe nenhum desafio — trata-se de algo que faço quase diariamente no meu trabalho para o Global Voices Online. Nas horas de lazer, carrego comigo minha câmera super-pesadona, mas confesso que não aprendi ainda metade dos recursos que ela tem. Mas editar é a parte mais fácil da fotografia digital.

Como eu precisaria usar recursos básicos de redimensionamento e corte de foto, ao invés de usar o IrfanView, programa sugerido pelo curso mas que não é compatível com computadores mac que eu uso, usei o Pixenate, um site de edição de fotos online que não requer download e pode ser, portanto, usado de qualquer computador — é muito prático, intuitivo e fácil. A desvantagem é que não dá para trabalhar offline com ele, mas quem trabalha offline hoje em dia?

Escolhi duas de uma mesma pessoa em ângulos diferentes, digamos que seria o personagem de uma matéria. A primeira tarefa foi redimensionar uma foto, e para ela escolhi o close up do rosto do personagem.

motorista1

Usando o Pixenate, basta fazer o upload da foto no site clicando em ‘Choose your image to edit’. A imagem aparece no centro da tela. Em seguida, é preciso escolher a ferramenta de edição desejada dentre as opções que aparecem no lado esquerdo da tela. Os ícones são explicativos, e passando o mouse por cima deles, os recursos são explicados em detalhes. ‘Resize tool’ é o que eu preciso agora. Ao clicar nele, aparece um quadrado pontilhado na foto, e é possível alterar o tamanho redimensionando suas bordas ou usando o painel da direita, caso a pessoa queira especificar a altura e a largura da foto. É possível também redimensionar preservando as proporções (recomendável). Depois disso, basta clicar em ‘Resize to selected area’ e pronto, a imagem será atualizada de acordo. Caso não esteja da forma desejada, basta clicar no botão para desfazer e começar o processo novamente. Por fim, o usuário escolhe entre enviar a foto diretamente para o Flickr ou salvar em disco, que foi o que eu fiz.

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A segunda parte do exercício era recortar a imagem, e para isso escolhi essa segunda foto do mesmo personagem, mas com outras pessoas ao redor. Digamos que eu não queira que outra pessoa apareça em primeiro plano, então tirarei usando a ferramenta ‘Crop’

motorista2

Novamente no Pixenate, o primeiro passo é escolher a imagem. Em seguida, basta clicar no ícone ‘Crop’, que é a foto com uma tesourinha. No menu que aparece no painel à esquerda, é possível escolher dentre as opções de seleção livre, quadrado, ou em tamanhos menores, como 6×8, dentre outras. Escolhi “free select” e redimensionei as bordas como achei melhor e cliquei em ‘Apply’. O último passo é o mesmo, salvar ou publicar online.

motorista2(2)

Além de efeitos engraçadinhos encontrados em ‘Show fun effects’ como os das fotos abaixo, que talvez nunca encontrem seu espaço no fotojornalismo, é possível fazer correções básicas, como tirar o vermelho dos olhos e até clarear o branco do dente. Mais o mais prático do Pixenate é que o site também permite editar fotos já publicadas, diretamente do facebook, por exemplo, e incorporando o botão “Import to Pixenate” no seu navegador de internet, fotos de qualquer site podem ser editadas com ele em questão de segundos, sem que seja preciso salvá-las no computador primeiro — isso eu só descobri hoje, explorando os recursos mais avançados para que esse exercício não ficasse tão fácil.

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E para quem está se perguntando quem seria o modelo da foto, trata-se de Mr Ragab Ghataty, motorista poliglota e estudante de egiptologia que nos levou a um passeio nos cafés tradicionais do Cairo — Se você tiver de passeio por lá, entre em contato com ele pelo celular 0112340553 (bom, foi ele mesmo que pediu para espalhar sobre seus serviços de guia turísitco e eu respondi que blogaria sobre ele, vamos ver se rende cliente!). Mais fotos diretamente do Cairo aqui.

Arquivado em:fotografia, J20_M09,

dilema resolvido

Jennifer West,  Nirvana Alchemy Film, 2007

Jennifer West, Nirvana Alchemy Film, 2007

Fui ver o que estava “no ar” no Tate Modern, e eis que, para minha sorte, esse fim de semana é o The Long Weekend, um evento super bacana que acontece anualmente. O tema desse ano é ‘Do It Yourself’ — ou seja, “Faça Você Mesmo”. Começa nessa sexta e vai até domingo, e como fica pertinho de onde trabalho e moro, devo ir todos os dias. Quem sabe faço um live broadcast de lá?

Gratuito, cheio de imagens bacanas, muita gente para entrevistar e o melhor de tudo: factual. Então aguardem minha reportagem sobre o assunto, possivelmente no domingo :)

Posted via email from jornalismo de bolso

Arquivado em:J20_M09

procura-se inspiração

Tô super atrasada com o curso de Jornalismo 2.0, com tanta coisa acontecendo em minha vida ao mesmo tempo (comigo é assim, ou tudo ou nada). Só ontem consegui entregar a tarefa pendente da semana passada, e agora tenho três tarefas para começar e terminar essa semana, o deadline é domingo.

O exercício de fotografia digital é fácil, já que não é novidade para mim.

O podcast começa a complicar, mas já escolhi o tema: será sobre a queda do presidente da Câmara dos Comuns do Parlamento britânico, Michael Martin, o primeiro a ser forçado a sair do cargo em mais 300 anos. Tentarei fazer uma comparação com a situação no Brasil, onde escândalos sobre o mal uso do dinheiro público, parecidos aos que levaram à "renúncia" do deputado, também têm tomado as manchetes nos últimos meses sem maiores consequências. Agora é só organizar o texto e gravar, várias vezes, e esquecer que não suporto o som da minha voz.

A última tarefa é uma reportagem para o blog, com o adendo que precisa ser notícia local, do bairro onde moro, que nem sei se é exatamente glorioso Elephant & Castle ou o exótico Walworth, mas fica na região administrativa de Southwark. Tenho algumas idéias em mente, mas nada que seja quente – exposições do Tate Gallery, as obras de renovação do bairro que acabarão com a feirinha do pátio, ou até uma matéria turísitica sobre a Tower of London, que fica no quinta de minha casa :). Vou ver se encontro algo mais factual no Southwark News – e com isso me dou conta de que no meu dia a dia, nada sei do que se passa ao meu redor imediato.

Posted via email from jornalismo de bolso

Arquivado em:J20_M09

Cura do stress: se não está no google, não existe

Há muito tempo que não me estressava tanto fazendo uma busca na internet. Confesso que uso o Google – e apenas ele – praticamente desde que ouvi falar do motor há uns bons nove anos. Raramente procuro algo no Yahoo, e na maioria das vezes encontro o que preciso de maneira razoavelmente fácil no Google mesmo, embora sempre olhe muita coisa para além dos primeiros resultados.

Para esse exercício, o limite de análise era o conjunto das cinco primeiras sugestões (teoricamente as mais relevantes) de oito mecanismos de buscas diferentes. Praticamente todos eles trouxeram os mesmos resultados, sendo que dentre esses pouquíssima coisa poderia ser aproveitada na prática, tanto jornalística ou pessoal – o que me lembra que, segundo a crença popular do ciberespaço, se algo não está no Google, ele simplesmente não existe. Será que stress tem cura?

Fiz a busca pelo termo “cura do stress” no dia 13 de maio, entre aspas para peneirar mais os resultados, nos seguintes sites:

  1. Google: http://www.google.com.br
  2. Yahoo!: http://www.yahoo.com.br
  3. Altavista: http://www.altavista.com
  4. Radar Uol: http://radaruol.uol.com.br
  5. Clusty: http://clusty.com/
  6. MSN: http://search.msn.com.br
  7. Ask.com: http://search.ask.com/
  8. DogPile : http://www.dogpile.com/

O Google trouxe 1.170 páginas em português em apenas 0,4 segundos. O primeiro resultado é um post de novembro de 2005, onde o termo “Cura do stress” só aparece no título. Trata-se de uma crônica de Flavio Prada no blog Lixo Tipo Especial. O segundo resultado é um post em blog que tem como título Dicas Rápidas Para a Cura do Stress e cita um artigo da Revista Ladies Home Journal, assinado por Susan Swimmer e publicado em abril de 2008, que poderia ajudar ao leitor que lê inglês – mas como não seria teoricamente o caso, não verifiquei para saber se teria alguma relevância jornalística. O terceiro resultado é uma apresentação em powerpoint de um portal sobre higiene ocupacional e nela estava a “cura do stress”, de acordo com a professora Benilda Bezerra:

stress

O quarto resultado trouxe um blog de um aluno da turma anterior do mesmo curso de Jornalismo 2.0 do Centro Knight, publicado em março de 2009. E o quinto e último resultado foi uma pergunta postada no Yahoo!Respostas há dois anos, também irrelevante.

No Yahoo!Brasil consegui pouco menos de 600 resultados em 0,41 segundos. O primeiro foi idêntico ao primeiro resultado apontado pelo Google. O segundo foi um post publicado em 2005 em um blog chamado Pópulo, possivelmente de Portugal, que vale a pena olhar só pela imagem, mas a cura do stress não está lá. O terceiro resultado aponta para uma página de erro avisando que a entrada “Cura Do Stress” foi apagada em maio de 2009 (aparentemente era um vídeo que auxilia a aliviar o stress) e por pouco não a encontrei. O quarto resultado é de mais um blog de ex-aluno do curso concluindo que a cura do stress não está na rede. E o quinto mais um vídeo – ou seria o mesmo, postado em outro site?

O Altavista encontrou 597 resultados, sendo que os dois primeiros eram para a página Cura Do Stress no Vimeo, que leva ao filme apagado mencionado acima. O terceiro resultado também é um vídeo, dessa vez no Viddler. O quarto, um agregador automático de feeds aparentemente para posts que contenham a expressão “cura do stress”, mas é estranho perceber que todos os posts apresentados sejam em inglês. E por fim, novamente o mesmo vídeo, dessa vez postado no Mefeedia.

O Radar Uol apresentou mais ou menos alguns dos resultados acima dentre as 133 sugestões. O primeiro resultado foi o post com dicas rápidas para a cura do stress que apareceu como o segundo resultado do Google. O segundo foi o quarto resultado apontado pelo Google, ou seja, um blog do mesmo curso de Jornalismo 2.0, assim como o terceiro resultado (idêntico ao quarto mostrado pelo YahooBrasil). O quarto resultado é um agregador de vídeos chamado copernic, com mais do mesmo. O quinto resultado é o blog Pópulo, também já citado, que aparece em segundo na busca do Yahoo Brasil.

Usando pela primeira vez o Clusty, ele me trouxe 82 resultados para a “cura do stress”, alguns deles diferentes dos citados acima mas nada relevante. O primeiro é o site do Itaoca Pousada Camping, situado frente ao mar. O segundo vai para um site em inglês, na verdade, para uma mensagem de erro dizendo que a página não foi encontrada. O terceiro é outro agregador automático de feeds, que conseguiu ser mais irrelevante ainda. Outro agregador de feeds aparece em quarto, o mesmo na mesma posição do Altavista. Por fim, o mecanismo aponta para uma página que não existe mais.

A busca do msn trouxe 115 resultados e sugeriu que eu fizesse a busca em inglês para ver mais resultados. Foi então que percebi que a ferramenta esperta tinha sacado que estou fazendo a busca do Reino Unido e redirecionado a URL de http://search.msn.com.br para http://search.live.com/. Ou seja, o usuário não tem escolha. Acabei desistindo dele ao receber a mensagem abaixo, depois de pedir para filtrar resultados do Brasil apenas. Como a gente fala no twitter, #fail:

Nenhum resultado localizado para “cura do stress”.
Dicas de pesquisa:

* Verifique se as palavras estão escritas corretamente.
* Tente reformular palavras-chave ou usar sinônimos.
* Tente palavras-chave menos específicas.
* Torne suas consultas o mais concisas possível.

Outros recursos que podem ajudá-lo:

* Obtenha mais dicas de pesquisa visitando a Ajuda da Pesquisa na Web.
* Se não conseguir localizar uma página que você sabe que existe, envie-nos o endereço.

No Ask, o único resultado em português foi o primeiro, novamente o blog Lixo Tipo Especial que também apareceu em primeiro no Google. Sendo os outros quatro em inglês, desconsiderei todos.

O Dogpile, também novidade para mim, também trouxe quatro resultados em inglês e o mesmo blog acima em português, mas dessa vez na quarta sugestão.

Se essa busca fosse minha

Na hipótese de que se eu estivesse com a pauta sobre a cura do stress para tocar com pouco tempo de apuração e os mecanismos de busca fossem o meu ponto de partida (difícil), eu começaria a busca no Google Acadêmico com a palavra stress e a variante abrasileirada estresse apenas para localizar trabalhos e pesquisadores especialistas sobre o assunto e marcar entrevista. Em seguida faria buscas pelo nome das fontes que eu desejasse entrevistar, para achar o telefone ou e-mail. Se precisasse de personagens e o especialista em questão não tivesse nenhuma indicação, perguntaria no twitter se alguém conhece alguém que sofre seriamente de stress e/ou já precisou de tratamento e entraria em contato com essas pessoas para saber se elas encontraram a cura – ou não.

Arquivado em:J20_M09

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“Jornalismo de mochila? Que coisa mais fora de moda. Minha redação é meu bolso.” (Clyde Bentley, Dezembro de 2006)

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