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A arte da interação

Exposição interativa volta a Londres depois de quase 40 anos da estréia e desperta o mesmo interesse e entusiasmo na população

Exposição Bodymotionspacesthings na Turbine Hall do Tate, vista do alto. Foto: Paula Góes.

Exposição Bodymotionspacesthings na Turbine Hall do Tate, vista do alto. Foto: Paula Góes.

O matemático Luis Solorzano parecia um garotinho correndo para o parque de diversões ao sair do trabalho na noite da última sexta-feira. A caminho do Tate Modern, o museu de arte moderna de Londres, seus olhos brilhavam de entusiasmo: “quero subir naquela roda”, disse ele, “espero que eles deixem”. A roda a que ele se refere é uma das peças da histórica Bodymotionspacesthings (corpomoçãoespaçocoisas em tradução livre), uma instalação do artista americano Robert Morris que volta a ser exibida na Inglaterra quase 40 anos após sua estréia mundial em Londres.

Luis não teve permissão para subir na roda, mas achou uma parede para escalar. Foto: Paula Góes

Luis não teve permissão para subir na roda, mas achou uma parede para escalar. Foto: Paula Góes

A instalação montada na Turbine Hall do Tate é um convite aos visitantes a interagirem fisicamente com uma série de esculturas e elementos arquitetônicos. Em vez de apenas apreciar as obras de arte com os olhos, como de costume, o público só pode experienciar essa exposição em sua totalidade se perder e encontrar o próprio equilíbrio, arrastando-se, rolando e, principalmente, perdendo toda a inibição e voltando a ser criança. A tradutora Maria-Venetia Kyritsi destaca, em especial, a possibilidade de interagir com desconhecidos: “eu gosto de interagir com pessoas que não conheço, e esse tipo de exposição permite que a gente perca a vergonha de se aproximar de estranhos”.

“É uma oportunidade das pessoas se envolverem com o trabalho, tomando consciência de seus corpos, gravidade, esforços, fadiga, de seus corpos sob condições diferentes”, diz Roberto Morris, que é participante dos movimentos artísticos minimalista e land art, no folheto de apresentação da exposição. Ele explica que a idéia é fazer com que as pessoas tomem mais consciência delas mesmas e da própria experiência em relação à obra de arte.

Pedaço da história do Tate

Instalações interativas como essas não são nenhuma novidade no século XXI, mas há quarenta anos a mesma exposição causou grande frisson na capital inglesa. Montada pela primeira vez no Tate Gallery em 1971, a exposição atraiu grande atenção do público e da imprensa: era a primeira vez na história da arte mundial que uma galeria solicitava tamanha interação entre obra de arte e público.

Bodymotionspacesthings foi ainda, possivelmente, a exposição com a mais curta temporada d0s 122 anos de história do Tate. A versão anos 70 dela teve seu encerramento antecipado apenas quatro dias após a abertura, devido ao “comportamento exuberante e hiperexcitado de alguns membros da audiência”. Nos quatro dias em que esteve aberta ao público, 60 pessoas tiveram escoriações leves.

A versão 2009 é uma réplica da exposição original, atualizada de acordo com os padrões atuais de segurança, e a audiência – ou melhor, os participantes – são supervisionados durante toda a jornada de volta à infância. E, para a tristeza de Luis e decepção de Venetia, não é permitido escalar na roda nem pendurar-se na corda, por mais tentador que seja.

O feriadão

Uma vez por ano o Tate Modern aproveita o feriado bancário de início de primavera para fazer um festival artístico e cultural gratuito, o The Long Weekend. Na programação da edição de 2009, batizada de Do it Yourself – ou Faça Você Mesmo – constam ainda outras recriações famosas do movimento artístico italiano Arte Povera em filmes, performances musicais e teatrais ao longo do fim de semana até a segunda-feira, feriado bancário. A entrada é franca. Acesse a programação completa ou veja mais fotos tiradas para essa “repostagem”.

Um vídeo do TateShots, com música de Dom Mino (Schole Records, Japão) com direção de Lorrin Braddick e produção de Jared Schiller.


Arquivado em:eventos, J20_M09, , , ,

the long weekend

veja a galeria completa no  posterous

Via e-mail do jornalismo de bolso

Mais.

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Denúncias de corrupção derrubam presidente do parlamento inglês

Sem dúvidas, o assunto da semana no Reino Unido – que tomou espaço em todos os tablóides, jornais, esquinas e na internet, principalmente em blogs – foi a renúncia do presidente do parlamento, Michael Martin. Essa foi a primeira vez desde 1695 – ou seja, em mais de 300 anos – que algo do tipo acontece. Michael Martin anunciou que deixará o cargo que ocupa na Câmara Baixa do Parlamento Britânico há nove anos na terça-feira, em um discurso de apenas trinta segundos; a tradução (minha) do que ele disse coube em duas linhas:

“Para que a unidade da casa possa ser mantida, decidi que renunciarei ao cargo de presidente no domingo 21 de junho”.

A eleição para o sucessor deve ocorrer já no dia seguinte. Michael Martin foi colocado na berlinda por conta de vários escândalos de corrupção que vieram à tona nas últimas semanas, a maior parte relacionada ao mal uso do dinheiro público. Houve o caso da deputada que teve despesas de filmes pornô alugados pelo marido pagas pela câmara. Teve deputado pedindo reembolso pela limpeza da fossa de sua casa de campo. Outro que plantou não sei quantas árvores na fazenda particular. Enfim, o parlamento britânico está literalmente no fundo do poço e o Reino Unido está em estado de choque. Michael Martin, entretanto, não está sendo acusado de ter cometido um abuso pessoalmente, mas por ter permitido que dinheiro público fosse usado para sustentar o luxo dos parlamentares.

E eu que pensava que mal comportamento envolvendo dinheiro público, como a recente farra das passagens aéreas, fosse exclusividade do Brasil.

Via e-mail do blog jornalismo de bolso

Corrupção No Parlamento Inglês por Paula Góes
Baixe agora ou ouça no posterous

corrupcao.mp3 (1180 KB)

Arquivado em:J20_M09, podcast

no futuro, experiência será a nova realidade

Prometeus – um vídeo interessante e assustador ao mesmo tempo – é uma produção da empresa italiana Casaleggio com um ponto de vista apocalíptico sobre a tendência da convergência de mídias na internet. Ele faz uma análise da evolução online até agora e arrisca uma previsão sobre o futuro próximo e prossegue até o ano de 2050, quando experiências físicas e sensoriais *de verdade* serão “a nova realidade”. Será esse o futuro da humanidade?

Uma coisa que, se o palpite estiver correto, estarei viva para ver será o fim do copyright, que será declarado ilegal por volta de 2020, segundo as previsões do vídeo. Eu acho que antes disso, o cenário dos direitos autorais mudará drasticamente.

A dica foi do colega de José Maurício Costa.

Arquivado em:previsões, , ,

Editando fotos digitais, da maneira digital

Fotografia digital é uma de minhas paixões, e esse exercício de publicação de fotos em weblog não me trouxe nenhum desafio — trata-se de algo que faço quase diariamente no meu trabalho para o Global Voices Online. Nas horas de lazer, carrego comigo minha câmera super-pesadona, mas confesso que não aprendi ainda metade dos recursos que ela tem. Mas editar é a parte mais fácil da fotografia digital.

Como eu precisaria usar recursos básicos de redimensionamento e corte de foto, ao invés de usar o IrfanView, programa sugerido pelo curso mas que não é compatível com computadores mac que eu uso, usei o Pixenate, um site de edição de fotos online que não requer download e pode ser, portanto, usado de qualquer computador — é muito prático, intuitivo e fácil. A desvantagem é que não dá para trabalhar offline com ele, mas quem trabalha offline hoje em dia?

Escolhi duas de uma mesma pessoa em ângulos diferentes, digamos que seria o personagem de uma matéria. A primeira tarefa foi redimensionar uma foto, e para ela escolhi o close up do rosto do personagem.

motorista1

Usando o Pixenate, basta fazer o upload da foto no site clicando em ‘Choose your image to edit’. A imagem aparece no centro da tela. Em seguida, é preciso escolher a ferramenta de edição desejada dentre as opções que aparecem no lado esquerdo da tela. Os ícones são explicativos, e passando o mouse por cima deles, os recursos são explicados em detalhes. ‘Resize tool’ é o que eu preciso agora. Ao clicar nele, aparece um quadrado pontilhado na foto, e é possível alterar o tamanho redimensionando suas bordas ou usando o painel da direita, caso a pessoa queira especificar a altura e a largura da foto. É possível também redimensionar preservando as proporções (recomendável). Depois disso, basta clicar em ‘Resize to selected area’ e pronto, a imagem será atualizada de acordo. Caso não esteja da forma desejada, basta clicar no botão para desfazer e começar o processo novamente. Por fim, o usuário escolhe entre enviar a foto diretamente para o Flickr ou salvar em disco, que foi o que eu fiz.

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A segunda parte do exercício era recortar a imagem, e para isso escolhi essa segunda foto do mesmo personagem, mas com outras pessoas ao redor. Digamos que eu não queira que outra pessoa apareça em primeiro plano, então tirarei usando a ferramenta ‘Crop’

motorista2

Novamente no Pixenate, o primeiro passo é escolher a imagem. Em seguida, basta clicar no ícone ‘Crop’, que é a foto com uma tesourinha. No menu que aparece no painel à esquerda, é possível escolher dentre as opções de seleção livre, quadrado, ou em tamanhos menores, como 6×8, dentre outras. Escolhi “free select” e redimensionei as bordas como achei melhor e cliquei em ‘Apply’. O último passo é o mesmo, salvar ou publicar online.

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Além de efeitos engraçadinhos encontrados em ‘Show fun effects’ como os das fotos abaixo, que talvez nunca encontrem seu espaço no fotojornalismo, é possível fazer correções básicas, como tirar o vermelho dos olhos e até clarear o branco do dente. Mais o mais prático do Pixenate é que o site também permite editar fotos já publicadas, diretamente do facebook, por exemplo, e incorporando o botão “Import to Pixenate” no seu navegador de internet, fotos de qualquer site podem ser editadas com ele em questão de segundos, sem que seja preciso salvá-las no computador primeiro — isso eu só descobri hoje, explorando os recursos mais avançados para que esse exercício não ficasse tão fácil.

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E para quem está se perguntando quem seria o modelo da foto, trata-se de Mr Ragab Ghataty, motorista poliglota e estudante de egiptologia que nos levou a um passeio nos cafés tradicionais do Cairo — Se você tiver de passeio por lá, entre em contato com ele pelo celular 0112340553 (bom, foi ele mesmo que pediu para espalhar sobre seus serviços de guia turísitco e eu respondi que blogaria sobre ele, vamos ver se rende cliente!). Mais fotos diretamente do Cairo aqui.

Arquivado em:fotografia, J20_M09,

dilema resolvido

Jennifer West,  Nirvana Alchemy Film, 2007

Jennifer West, Nirvana Alchemy Film, 2007

Fui ver o que estava “no ar” no Tate Modern, e eis que, para minha sorte, esse fim de semana é o The Long Weekend, um evento super bacana que acontece anualmente. O tema desse ano é ‘Do It Yourself’ — ou seja, “Faça Você Mesmo”. Começa nessa sexta e vai até domingo, e como fica pertinho de onde trabalho e moro, devo ir todos os dias. Quem sabe faço um live broadcast de lá?

Gratuito, cheio de imagens bacanas, muita gente para entrevistar e o melhor de tudo: factual. Então aguardem minha reportagem sobre o assunto, possivelmente no domingo :)

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Arquivado em:J20_M09

procura-se inspiração

Tô super atrasada com o curso de Jornalismo 2.0, com tanta coisa acontecendo em minha vida ao mesmo tempo (comigo é assim, ou tudo ou nada). Só ontem consegui entregar a tarefa pendente da semana passada, e agora tenho três tarefas para começar e terminar essa semana, o deadline é domingo.

O exercício de fotografia digital é fácil, já que não é novidade para mim.

O podcast começa a complicar, mas já escolhi o tema: será sobre a queda do presidente da Câmara dos Comuns do Parlamento britânico, Michael Martin, o primeiro a ser forçado a sair do cargo em mais 300 anos. Tentarei fazer uma comparação com a situação no Brasil, onde escândalos sobre o mal uso do dinheiro público, parecidos aos que levaram à "renúncia" do deputado, também têm tomado as manchetes nos últimos meses sem maiores consequências. Agora é só organizar o texto e gravar, várias vezes, e esquecer que não suporto o som da minha voz.

A última tarefa é uma reportagem para o blog, com o adendo que precisa ser notícia local, do bairro onde moro, que nem sei se é exatamente glorioso Elephant & Castle ou o exótico Walworth, mas fica na região administrativa de Southwark. Tenho algumas idéias em mente, mas nada que seja quente – exposições do Tate Gallery, as obras de renovação do bairro que acabarão com a feirinha do pátio, ou até uma matéria turísitica sobre a Tower of London, que fica no quinta de minha casa :). Vou ver se encontro algo mais factual no Southwark News – e com isso me dou conta de que no meu dia a dia, nada sei do que se passa ao meu redor imediato.

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Arquivado em:J20_M09

Cura do stress: se não está no google, não existe

Há muito tempo que não me estressava tanto fazendo uma busca na internet. Confesso que uso o Google – e apenas ele – praticamente desde que ouvi falar do motor há uns bons nove anos. Raramente procuro algo no Yahoo, e na maioria das vezes encontro o que preciso de maneira razoavelmente fácil no Google mesmo, embora sempre olhe muita coisa para além dos primeiros resultados.

Para esse exercício, o limite de análise era o conjunto das cinco primeiras sugestões (teoricamente as mais relevantes) de oito mecanismos de buscas diferentes. Praticamente todos eles trouxeram os mesmos resultados, sendo que dentre esses pouquíssima coisa poderia ser aproveitada na prática, tanto jornalística ou pessoal – o que me lembra que, segundo a crença popular do ciberespaço, se algo não está no Google, ele simplesmente não existe. Será que stress tem cura?

Fiz a busca pelo termo “cura do stress” no dia 13 de maio, entre aspas para peneirar mais os resultados, nos seguintes sites:

  1. Google: http://www.google.com.br
  2. Yahoo!: http://www.yahoo.com.br
  3. Altavista: http://www.altavista.com
  4. Radar Uol: http://radaruol.uol.com.br
  5. Clusty: http://clusty.com/
  6. MSN: http://search.msn.com.br
  7. Ask.com: http://search.ask.com/
  8. DogPile : http://www.dogpile.com/

O Google trouxe 1.170 páginas em português em apenas 0,4 segundos. O primeiro resultado é um post de novembro de 2005, onde o termo “Cura do stress” só aparece no título. Trata-se de uma crônica de Flavio Prada no blog Lixo Tipo Especial. O segundo resultado é um post em blog que tem como título Dicas Rápidas Para a Cura do Stress e cita um artigo da Revista Ladies Home Journal, assinado por Susan Swimmer e publicado em abril de 2008, que poderia ajudar ao leitor que lê inglês – mas como não seria teoricamente o caso, não verifiquei para saber se teria alguma relevância jornalística. O terceiro resultado é uma apresentação em powerpoint de um portal sobre higiene ocupacional e nela estava a “cura do stress”, de acordo com a professora Benilda Bezerra:

stress

O quarto resultado trouxe um blog de um aluno da turma anterior do mesmo curso de Jornalismo 2.0 do Centro Knight, publicado em março de 2009. E o quinto e último resultado foi uma pergunta postada no Yahoo!Respostas há dois anos, também irrelevante.

No Yahoo!Brasil consegui pouco menos de 600 resultados em 0,41 segundos. O primeiro foi idêntico ao primeiro resultado apontado pelo Google. O segundo foi um post publicado em 2005 em um blog chamado Pópulo, possivelmente de Portugal, que vale a pena olhar só pela imagem, mas a cura do stress não está lá. O terceiro resultado aponta para uma página de erro avisando que a entrada “Cura Do Stress” foi apagada em maio de 2009 (aparentemente era um vídeo que auxilia a aliviar o stress) e por pouco não a encontrei. O quarto resultado é de mais um blog de ex-aluno do curso concluindo que a cura do stress não está na rede. E o quinto mais um vídeo – ou seria o mesmo, postado em outro site?

O Altavista encontrou 597 resultados, sendo que os dois primeiros eram para a página Cura Do Stress no Vimeo, que leva ao filme apagado mencionado acima. O terceiro resultado também é um vídeo, dessa vez no Viddler. O quarto, um agregador automático de feeds aparentemente para posts que contenham a expressão “cura do stress”, mas é estranho perceber que todos os posts apresentados sejam em inglês. E por fim, novamente o mesmo vídeo, dessa vez postado no Mefeedia.

O Radar Uol apresentou mais ou menos alguns dos resultados acima dentre as 133 sugestões. O primeiro resultado foi o post com dicas rápidas para a cura do stress que apareceu como o segundo resultado do Google. O segundo foi o quarto resultado apontado pelo Google, ou seja, um blog do mesmo curso de Jornalismo 2.0, assim como o terceiro resultado (idêntico ao quarto mostrado pelo YahooBrasil). O quarto resultado é um agregador de vídeos chamado copernic, com mais do mesmo. O quinto resultado é o blog Pópulo, também já citado, que aparece em segundo na busca do Yahoo Brasil.

Usando pela primeira vez o Clusty, ele me trouxe 82 resultados para a “cura do stress”, alguns deles diferentes dos citados acima mas nada relevante. O primeiro é o site do Itaoca Pousada Camping, situado frente ao mar. O segundo vai para um site em inglês, na verdade, para uma mensagem de erro dizendo que a página não foi encontrada. O terceiro é outro agregador automático de feeds, que conseguiu ser mais irrelevante ainda. Outro agregador de feeds aparece em quarto, o mesmo na mesma posição do Altavista. Por fim, o mecanismo aponta para uma página que não existe mais.

A busca do msn trouxe 115 resultados e sugeriu que eu fizesse a busca em inglês para ver mais resultados. Foi então que percebi que a ferramenta esperta tinha sacado que estou fazendo a busca do Reino Unido e redirecionado a URL de http://search.msn.com.br para http://search.live.com/. Ou seja, o usuário não tem escolha. Acabei desistindo dele ao receber a mensagem abaixo, depois de pedir para filtrar resultados do Brasil apenas. Como a gente fala no twitter, #fail:

Nenhum resultado localizado para “cura do stress”.
Dicas de pesquisa:

* Verifique se as palavras estão escritas corretamente.
* Tente reformular palavras-chave ou usar sinônimos.
* Tente palavras-chave menos específicas.
* Torne suas consultas o mais concisas possível.

Outros recursos que podem ajudá-lo:

* Obtenha mais dicas de pesquisa visitando a Ajuda da Pesquisa na Web.
* Se não conseguir localizar uma página que você sabe que existe, envie-nos o endereço.

No Ask, o único resultado em português foi o primeiro, novamente o blog Lixo Tipo Especial que também apareceu em primeiro no Google. Sendo os outros quatro em inglês, desconsiderei todos.

O Dogpile, também novidade para mim, também trouxe quatro resultados em inglês e o mesmo blog acima em português, mas dessa vez na quarta sugestão.

Se essa busca fosse minha

Na hipótese de que se eu estivesse com a pauta sobre a cura do stress para tocar com pouco tempo de apuração e os mecanismos de busca fossem o meu ponto de partida (difícil), eu começaria a busca no Google Acadêmico com a palavra stress e a variante abrasileirada estresse apenas para localizar trabalhos e pesquisadores especialistas sobre o assunto e marcar entrevista. Em seguida faria buscas pelo nome das fontes que eu desejasse entrevistar, para achar o telefone ou e-mail. Se precisasse de personagens e o especialista em questão não tivesse nenhuma indicação, perguntaria no twitter se alguém conhece alguém que sofre seriamente de stress e/ou já precisou de tratamento e entraria em contato com essas pessoas para saber se elas encontraram a cura – ou não.

Arquivado em:J20_M09

paisagem de deserto

Vista de um ônibus em movimento, a caminho da Universidade Americana do Cairo, onde aconteceu o encontro de jornalistas e blogueiros internacionais para discutir o futuro do jornalismo, com ênfase no mundo árabe. Foi surpreendente descobrir que jornalismo online ainda é novidade na maioria dos países do Oriente Médio, e a discussão girou em torno da briga blogueiros X jornalistas, história velha que eu supunha estar superada há alguns anos.
Mas depois de toda a discussão e segundo me confirmou Ali AlAlaiwat, de Barein, apenas agora as notícias estão começando a chegar à rede. Mesmo. Ele trabalha para o jornal Al Wasat – um jornal diário bem jovem (lançado há menos de uma década) mas cujo site no momento ainda se limita reproduzir as informações que constam nas páginas do jornal. Ele é *o primeiro* jornalista online de toda a Barein, com a missão de levar o site ao futuro. Antes tarde do que nunca!

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Test drive rssOwl e Google Reader

Uma das duas tarefas dessa semana no curso de Jornalismo 2.0 do qual esse blog é um caderno de notas foi testar e comparar leitores de feeds. Para quem não conhece, o objetivo da ferramenta é ajudar o internauta a não se perder dentro do mar de informações que a internet oferece e a voltar facilmente àqueles sites e conteúdos que ele considerar relevantes. O exercício é testar por pelo menos três dias o funcionamento de um leitor que deve ser instalado no computador e o Google Reader, que é online, e fazer uma comparação entre os sistemas.

Os leitores de RSS/feeds funcionam ao mesmo tempo como filtro de informações e mecanismo de garimpagem, evitando que o usuário desperdice tempo procurando o conteúdo que lhe é necessário. Desde que a pessoa saiba a fonte desse conteúdo e essa fonte disponibilize o site em RSS, os leitores permitem que o usuário seja avisado em tempo real sempre que blogs e sites que ele peneirou previamente são atualizados.  É um processo parecido com a assinatura de jornais e revistas, mas para o ambiente online.

Nunca tinha usado um leitor que precisasse ser instalado no computador, então escolhi o RSSOowl, por nenhum motivo em especial além de ser o primeiro que encontrei que funcionasse bem com o sistema operacional do mac, para fazer o contraponto com o Google Reader. Como eu já sou usuária do Google Reader há pelo menos um ano e meio, desde que comecei a cobrir a blogosfera lusófona para o Global Voices Online, tentei explorar recursos da ferramenta que eu ainda não conhecia ou não usava.

Eis o resultado do meu teste drive:

Principais diferenças entre um e outo

A principal e mais evidente diferença é que o RSSOwl precisa ser instalado em um computador, equanto o Google Reader é um leitor online e portanto pode ser acessado de qualquer máquina conectada à internet, ou seja, é mais flexível e portátil. O Google reader permite interação e compartilhamento entre usuários, o que não é possível com o RSSOwl.

No mais, as funcionalidades básicas – como organização em pastas/exportar e importar feeds, destacar links que mereçam ser revisitados – são as mesmas. Nem um nem outro parecem oferecer um serviço offline que funcione bem e não requeira extra configurações.

Vantagens e as desvantagens de cada um deles

RSSOwl

Vantagens: Interface agradável com várias opções de customização e atalhos de teclado; apresenta opções para buscas mais específicas, como busca de palavras-chave apenas na manchete, por autor ou de acordo com a data de publicação; os resultados de busca também são bem organizados, o que deve poupar tempo; o sistema de abas por fonte dá mais uma opção de visualização ao usuário; além de pastas, é possível também agrupar o conteúdo de acordo com variáveis a critério do usuário, como data da publicação; é possível customizar  estiquetas e classificar informações de acordo com a relevância e urgência; o sistema de notificação quando um novo conteúdo chega, que pode ser customizado para exibir apenas alertas para determinadas fontes, é particularmente útil; é possível acessar determinados conteúdos em modo offline; o projeto conta com um blog com dicas sobre como tirar proveito máximo da ferramenta (em inglês).

Desvantagens: Ao baixar, ele vem pré-configurado com dúzias de feeds e o usuário desperdiça tempo apagando aqueles conteúdos que não interessam; o sistema de marcador é interessante, mas achei demasiadamente chamativo, e acaba distraindo num primeiro momento; não parece ser possível marcar todos os itens como lidos de uma vez só, tive que ir pasta por pasta; portabilidade e compartilhamento zero.

Google Reader

Vantagens: Além do recurso de compartilhamento de feeds e notas entre usuários do sistema já descrito acima, o que amplifica a sua rede; pode ser acessado de qualquer computador, celular e também offline desde que configurado em conjunto com um provedor de e-mail, como o outlook; pode ser configurado como leitor padrão no navegador (menos cliques para o usuário cadastrar os feeds de sua escolha); é possível integrar com outros produtos do Google, como o iGoogle;

Desvantagens: Não há alertas de novas mensagens; poucas opções de customização da interface e opções de leitura; a versão offline só funciona enquanto o computador for desconectado, mas continue ligado (achei que as mensagens seriam salvas e poderiam ser vistas em qualquer ocasião. Poucas opções de customização.

Utilidade para o meu trabalho

Meu trabalho seria incrivelmente mais difícil ou até impossível se eu não usasse leitores de RSS, já que cubro essencialmente os assuntos que blogs e outros veículos de mídia cidadã estão discutindo para o Global Voices Online. O recurso de compartilhamento de links do Google Reader é também muito útil, pois assim tenho acesso a conteúdos que colegas acham relevantes mas que não estão necessariamente dentro de minhas rotinas de leituras. Leitores de RSS, no entanto, são apenas mais uma ferramenta que funciona bem dentro de um conjunto de recursos, mas que sozinho não serve para muita coisa.

Conclusão:

Seja usando um leitor de RSS offline ou online, se o usuário não uma boa peneiragem inicial para detectar feeds de sites relevantes, o usuário acabará soterrado por uma avalanche de informações que não conseguirá aborver. Usar a ferramenta com moderação, por outro lado, fará com que o usuário tenha acesso rápido às informações  e fontes que considere relevantes para as suas rotinas de produção.

No No meu caso, eu costumo me sentir angustiada quando não consigo acompanhar tudo o que se passa nos meus feeds. Isso mostra que é hora de aprender a separar mais o joio do trigo e ser mais seletiva quanto aos feeds que guardo para aproveitar todo o potencial da ferramenta. E de começar a me conformar com o fato de que não é possível ler todos os blogues do mundo. As palavras do professor Carlos Castilho, em nosso fórum de discussão, ilustram bem essa situação:

A Web é como um supermercado. Você não pode levar tudo porque não terá tempo para digerir toda a informação e também porque levará muita coisa inútil. Nos supermrcados a gente já sabe que o montante dos gastos está na medida de nosso saldo bancário. Na Web nós ainda estamos aprendendo qual é o nosso limite.

Depois do exercício, sei que preciso fazer uma limpeza geral do meu leitor, eliminando aqueles feeds que nunca me trouxeram informações relevantes. Preciso avaliar mais o conteúdo superficialmente antes de embarcar na leitura e marcar o resto tudo como lido (se bem que há manchetes que enganam). Stress. Mas esse é assunto para um outro exercício.

Como em tudo na vida, é preciso pensar em qualidade e não em quantidade. Ou seja, parodiando aquele comercial que ouço sempre no rádio, “leitor de rss, use-o a seu favor”.

Arquivado em:ferramentas, J20_M09

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“Jornalismo de mochila? Que coisa mais fora de moda. Minha redação é meu bolso.” (Clyde Bentley, Dezembro de 2006)

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